Lúcifer em dose dupla na 5ª temporada
Sexta-feira 21 de agosto, frio de lascar, e meu programa caseiro, por força da quarentena e da chuva, não poderia ser outro: assistir a 5ª temporada de Lúcifer.
Sim, o Tom Ellis é lindo e deu vida a um personagem divertido e provocante, mas não foi apenas por seus belos olhos negros (quando não estão vermelhos flamejantes) que me tornei fã da série.
Logo na primeira temporada – a melhor, para mim – o roteiro me conquistou com a abordagem dos conflitos da relação entre pai e filho. Lúcifer Morningstar não perde uma chance de reclamar e espernear considerando-se injustiçado, incompreendido e perseguido pelo “Pai” celestial.
Anjo caído sim, mas inconformado e em busca de respostas para a forma como ele imagina que o “Pai” ainda interfere em sua vida, manipulando e criando obstáculos às suas escolhas e realizações.
Lúcifer também não se conforma com as benesses e os perdões concedidos aos humanos enquanto ele leva a culpa por tudo de mal que acontece. Esse tópico rende bons momentos de humor inteligente com críticas afiadas à hipocrisia da humanidade.
Preciso confessar que o gênero policial escolhido para conduzir as histórias também foi um fator importante na decisão de assistir. As boas sérias policiais – dramáticas ou divertidas – são irresistíveis pra mim.
Quem não assistiu ainda, prepara a pipoca e depois me conta o que achou.


